Oi, gente!

Oi, Rafa.
Tudo bem com vocês?

Hoje vim responder uma TAG divertida com perguntas sobre meus planos pros próximos meses até o fim do ano.

Perguntas:
Qual livro que você começou a ler esse ano e que ainda precisa terminar?
Tem algum livro com vibes de verão pra te ajudar a entrar no clima de fim de ano?
Qual lançamento do último trimestre você está ansioso/a?
Quais três livros você precisa ler até o fim do ano?
Tem algum livro que você acha que ainda vai te surpreender e se tornar um favorito?
Você já começou a fazer planos para o próximo ano de leituras?
As respostas estão no vídeo:


Espero que vocês gostem! 

<3

Oi, gente!

oi, rafa!

Como estão?
Hoje vim trazer uma resenha que tô devendo há meses. Li esse livro há um tempo e nunca escrevi sobre ele. Então, aqui está! espero que gostem <3

Título Original: All We Ever Wanted || Ano: 2018 || Autora: Emilly Giffin || Sinopse: Casada com um membro da elite de Nashville, Nina Browning leva a vida com que sempre sonhou. Recentemente, o marido ganhou uma fortuna vendendo seu negócio de tecnologia e o filho adorado foi aceito em Princeton. No entanto, às vezes Nina se pergunta se ela se afastou dos valores com que foi criada em sua pequena cidade natal. Tom Volpe é um pai separado que se divide entre vários empregos para criar a filha, Lyla. Ele finalmente começa a relaxar depois que a menina ganha uma bolsa de estudos na escola de maior prestígio de Nashville. Filha de uma brasileira e de origem menos abastada, Lyla nem sempre se encaixa em meio a tanta riqueza e privilégios, mas, na maioria das vezes, ela é uma adolescente típica e feliz. Então uma fotografia, tirada em um momento de embriaguez em uma festa, muda tudo. À medida que a imagem se espalha, as opiniões da comunidade se dividem. No centro das mentiras e do escândalo, Tom, Nina e Lyla são forçados a questionar seus relacionamentos mais íntimos, percebendo que tudo que sempre quiseram talvez não fosse tão perfeito assim.
O mundo dos ricos sempre foi cheio de sujeira, por baixo dos panos. A gente sabe disso, mas não vê, pois o dinheiro inibe essa visão deturpada da riqueza. Mas Tom Volpe não é uma dessas pessoas ricas cobrindo a sujeira, colocando para debaixo do tapete. Ele é só um pai solteiro de uma adolescente, tentando fazer com que sua filha tenha um futuro melhor do que o seu. Lyla estuda num colégio de elite de Nashville, vive no meio dos adolescentes abastados.

Nina Browning é esposa de um membro da elite de Nashville, e seu filho está na melhor fase da vida, quase saindo do ensino médio e com um futuro promissor pela frente. No início, Nina não entende que tudo o que seu filho tem é fruto do mar de dinheiro em que ele foi jogado desde o nascimento.

Quando uma foto não consentida de Lyla é espalhada pelo colégio, saída do celular de Finch, filho de Nina, há muito mais do que uma foto para ser debatida. Há muito mais do que o não-consentimento. Os assuntos abordados no livro vão de dinheiro, privilégio e caráter até abandono, família e a vida moderna.
Eu nunca tinha lido nada da Emily Giffin. Ganhei esse livro do Clube Skoob, e fiquei surpresa com a caixinha. Não sabia do lançamento, e acho que não acompanharia, pois não sou ligada na autora. Mas fiquei muito feliz de ter a oportunidade de ler esse livro.

O que mais gostei na história contada pela Emily foi a humanidade dos personagens. Nem todo mundo é bom ou ruim. Há pessoas mau-caráter, há pessoas boas, mas que se entregaram à sujeira do mundo privilegiado. Nós lemos sobre pessoas muito ricas, que não sabem o valor do dinheiro, e sentimos ódio de como essas pessoas sempre tentam resolver tudo com um pouco mais de dinheiro jogado na cara dos menos privilegiados.

A foto infeliz de Lyla levanta muita discussão sobre a falta de maturidade nos adolescentes, e ainda mais os adolescentes que sabem que nada muito grave lhes acontecerá, pois eles têm como sair dali com dinheiro fácil. Estou falando muito de dinheiro, mas não posso deixar de lado o quanto a riqueza faz parte desse livro. Por sorte, nós vemos o lado da Nina, mãe do adolescente inconsequente, Finch, e podemos ver como Nina não foi 100% contagiada por essa riqueza descontrolada. Ela usa a razão em frente ao coração, mesmo quando isso lhe dói horrores, por ir contra o filho e o marido. Nós conhecemos um pouco do passado da Nina, entendemos suas raízes e torcemos para que ela consiga resgatar essa sua parte menos… apodrecida.

Uma única coisa que me incomodou no livro foi a mãe da Lyla. Ela é brasileira, mas abandonou a filha e o marido anos antes. O retrato de Beatriz (se me lembro bem o nome dela) é muito estereotipado. É muito a visão dos norte-americanos sobre o Brasil. Beatriz é descrita como uma mulher exibida, sexy, livre, que gosta de beber e não se importa com os “amigos” homens dando em cima dela o tempo todo. Essa visão me deixou incomodada. E tenho certeza que se ela fosse de outra origem, os problemas para ter abandonado a família teriam sido outros, e não a bebida e o gosto por festas e danças. Enfim.

O livro foi uma ótima surpresa, uma leitura gostosa e rápida. Além de nos fazer refletir sobre os danos da nossa sociedade tão engajada na tecnologia. 


oi, gente!

oi, Rafa.
como estão?

Vem aqui ver a lista de filmes que vi nos últimos dias. Tem umas dicas muito boas! Se liga:

Infiltrado na Klan (2018)

Dei a sorte de ligar a tv no momento em que o filme estava começando, e nem planejava passar duas horas em frente à tevê, mas foi impossível desgrudar, depois dos primeiros minutos. O filme conta uma história real sobre um policial negro que, por meio de ligações, consegue contato com membros da KuKluxKlan. É um filme MUITO importante, que todos deveriam assistir. O filme se passa na década de '70, mas no final temos cenas reais dos dias ATUAIS, e é aterrorizante só de pensar que essas coisas continuam acontecendo.

Era Uma Vez... em Hollywood (2019)

O mais novo filme do Tarantino, seu nono filme, estreou em agosto, e eu fiquei muito emplogada em ir ao cinema assisti-lo. O filme conta com grande elenco, que inclui como principais Leonardo DiCaprio, Brad Pitt e Margot Robbie. Se você não conhece nenhum dos três, provavelmente você não se importa muito com filmes. Mas são atores e uma atriz incrível, que vale super a pena ver nas telas. O filme conta de sua própria forma uma história real, mas com o twist digno do Tarantino. Eu amei.

Nós (2019)

Ok, eu não sei nem por onde começar a falar sobre esse filme, e nem sei se dá realmente para falar sobre sem dar nenhum spoiler. O filme é um terror psicológico com elementos de ficção científica (da forma mais sutil) ou fantástica... não sei bem como colocar, só sei que há aquele twist que o Jordan Peele sabe muito como empregar em seus filmes, visto que o mesmo tipo de surpresa aparece em Corra!, filme do diretor vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original, em 2018. Corra (hehe) lá e vai ver Nós. Você com certeza não vai queres sequer piscar enquanto assiste.

Green Book - O Guia (2018)

Esse era um dos filmes que eu mais queria ver, na temporada passada do Oscar, mas foi um daqueles que foi ficando, foi ficando... e quando eu finalmente assisti, fiquei me perguntando POR QUE mesmo eu não vi antes. Eu tenho esse feeling sobre filmes, se vou gostar ou não, geralmente eu sei só de ver imagens do filme. E esse foi um certeiro, eu sabia. Green Book se passa em Nova Iorque, 1962, e acompanhamos uma família ítalo-americana no Bronx, e o pai da família, Tony, está precisando de qualquer trabalho para pagar as contas da família. É quando ele é chamado pelo Doutor Don Shirley para ser seu motorista. Só que Don não é um doutor convencional - ele é músico, um dos melhores pianistas da época. E é negro. Nos Estados Unidos dos anos '60, onde o racismo estava impregnado na sociedade, essa relação pode se tornar conturbada. Mas juntos numa viagem atravessando o país, os dois aprendem muitas lições um com o outro. Minha frase favorita do filme: "o mundo está cheio de gente solitária com medo de dar o primeiro passo." Recomendo demais!
E foi isso, gente! Eu amei todos os filmes, foram ótimas escolhas.
Espero que vocês tenham se interessado por algum, e eu recomendo que assistam. <3

Oi, gente!

oi, rafa!

Como vocês estão?

Quando se trata de leitores, há uma coisa que todos nós concordamos: ter uma estante cheia de livros é um sonho! E, por um tempo, eu pensava dessa forma: não importa quantos livros não lidos eu tenha na estante, uma hora vou ler todos, o que importa é estarem lá! Mas, até quando isso é realmente verdade?

O tempo passa rápido demais, e de repente a gente está olhando pra uma prateleira inteira de livros dentro de um gênero que não nos interessa mais. Parece que não, mas o tempo realmente voa. E o que não para? A publicação de novos livros. Semanalmente temos títulos novos e mais interessantes sendo lançados, livros que fazem mais o nosso estilo no momento, e que a gente sente mais vontade de ler, do que aqueles que estão na estante há 3 anos. 3 anos atrás eu queria ler fantasia, queria tentar ler distopia... Mas hoje em dia eu tô amando Thriller e nem sequer OLHO pra as fantasias na estante, pra fingir interesse.

Então, por que eu ainda os guardo?

Alguns livros eu não tenho mais a intenção de ler, e não me farão nenhuma serventia. Há pessoas que sei que vão amar, e que podem estar esperando essa oportunidade para lê-los. E eu não vou ler, então... 2+2, matemática simples.

Só que para chegar nessa conclusão não é tão simples assim. Leitores sempre vão querer livros! Sim, é verdade. Mas eu cheguei num ponto crítico. Estava sem espaço na estante, colocando livros em duas camadas, alguns eu nem sequer via, não tinha nem a desculpa que gosto de olhar pra eles (wtf né), e então comprei uma estante nova. Simples! Simples? Hum... A estante nova era duas vezes maior que a antiga, e mesmo assim não foi suficiente para todos os livros. Tive que manter a antiga e ainda instalar duas prateleiras. Uffa. E aí, tudo certo? Bem... Não. Eu ainda queria comprar mais livros. Eu sei, é um problema.

Quer dizer: era!

De repente, comecei a perceber que estava lendo MUITOS livros no Kindle. Kindle Unlimited, livros de graça, livros baratos, por menos de 5 reais... Livros em língua estrangeira, livros de gêneros que eu realmente quero ler, livros que só estão a um clique de distância! E eu amo o Kindle, amo essa praticidade. Mas mesmo comprando livros físicos, eu ainda estava lendo mais ebooks. 

Parece ÓBVIO agora, depois que eu tomei a decisão, mas antes era tão difícil pensar em me "livrar" dos livros (viu o que eu fiz ali? Hahaha?? enfim), e realmente, pensando desse jeito, eu nunca ia desocupar a estante. Mas, pensando por outro lado...

Resolvi, então, deixar na estante apenas livros que eu quero REALMENTE ler dentro de um ano (ou talvez 3, vai...) e também meus livros lidos e favoritos. Não se encaixa nessas categorias? Tchau! 

Assim, acabei tirando +/- 50 livros da estante! 50! Tipo, duas prateleiras de livros.  Tenho espaço na estante de novo! Não preciso comprar uma estante nova ou instalar prateleiras até o teto. Uffa!

Foi a melhor decisão que tomei desde que comecei a colecionar livros (esse termo colecionar, para livros, continua sendo estanho...). Com absoluta certeza ainda quero uma estante cheia. Mas quero uma estante cheia com livros que eu amo, ou que fizeram a diferença pra mim, ou livros que eu tenho um feeling que vou adorar ler. Depois disso, podem seguir em frente. 

Minha meta agora é comprar apenas ebooks, e desses, colocar na estante apenas os que se tornarem favoritos. Quero olhar e ver uma estante cheia de amor, e não algo que me dá ansiedade pensando em quando vou ler tudo aquilo... Ugh.

E você, já desapegou dos seus livros? Ou melhor, já admitiu que na estante tem pelo menos 10% de livros que você não tem mais a intenção de ler?


Bem gente, foi isso! Espero que tenham gostado do posto diferente de hoje hahaha

Beijos, até o próximo! 


Oi, gente! 

Oi, Rafa <3 A resenha de hoje é de um dos meus livros favoritos! Evelyn Hugo me deixou apaixonada -- assim como fez com toda Hollywod. Vamo ler?!


Sinopse: Lendária estrela de Hollywood, Evelyn Hugo sempre esteve sob os holofotes – seja estrelando uma produção vencedora do Oscar, protagonizando algum escândalo ou aparecendo com um novo marido... pela sétima vez. Agora, prestes a completar oitenta anos e reclusa em seu apartamento no Upper East Side, a famigerada atriz decide contar a própria história – ou sua "verdadeira história" –, mas com uma condição: que Monique Grant, jornalista iniciante e até então desconhecida, seja a entrevistadora. Ao embarcar nessa misteriosa empreitada, a jovem repórter começa a se dar conta de que nada é por acaso – e que suas trajetórias podem estar profunda e irreversivelmente conectadas. De autoria de Taylor Reid, este livro é publicação inédita no Brasil, feita pela Tag – Experiências Literárias em parceria com a Editora Paralela.
Evelyn Hugo é uma das figuras mais icônicas de Hollywood, e ainda é falada mesmo depois de seu "sumiço" dos cinemas na década de oitenta. Quando a jornalista Monique recebe a proposta de ir até a casa da Evelyn, essa grande estrela da era de ouro do cinema, entrevistá-la para a capa da revista, ela não entende bem o pedido. Monique é uma jornalista pouco conhecida, era freelancer até pouco tempo e tem um cargo medíocre no atual emprego. Intrigada sobre o que fez Evelyn entrar em contato justamente com ela, Monique se prepara de todas as formas para estar afiada na entrevista e não perder essa oportunidade. É quando chega na casa da estrela em Nova Iorque e recebe a notícia de Evelyn: ela não quer uma simples entrevista para a capa da revista. Evelyn quer que Monique escreva uma biografia da atriz, onde ela vai contar tudo sobre sua vida e sobre os bastidores de produções icônicas do cinema internacional. Monique não pode perder essa oportunidade. Afinal, quem nunca quis saber sobre os bastidores das celebridades?

Quando ouvi pela primera vez sobre Evelyn Hugo, imediatamente quis ler. Me pareceu -- e é -- o tipo de livro que me apaixona, me deixa vidrada. Cada vez mais que ouvia falar do livro, esse sentimento crescia. A cereja do bolo foi quando eu descobri que o livro falava muito sobre cinema e sobre os bastidores de Hollywood nos anos '50/60. Essa era é simplesmente minha favorita.
Há uma coisa sobre Hollywood: é tanto um lugar quanto um sentimento.
Com uma narrativa rica em detalhes, Evelyn começa a contar para Monique sobre seus dias como uma das atrizes mais desejadas e faladas dos Estados Unidos, desde o começo da carreira, o auge, o declínio, o oscar, a carreira internacional, o declínio... e os relacionamentos. Todo mundo quer saber sobre os sete maridos de Evelyn, sobre os casamentos tão comentados na época. Afinal, por que sete? Evelyn era assim tão ingênua a ponto de continuar se casando mesmo depois de mais um fracasso? O que está por trás?

O livro é dividido em partes, cada parte sobre a era da vida da Evelyn em que esteve com um marido. O primeiro é o encantador Don Adler, queridinho da América, que juntou-se a Evelyn num par perfeito, o típico "Power Couple". Eles atuaram juntos, eram vistos juntos para cima e para baixo no set, eram lindos lado a lado. Mas Evelyn escondia do público e dos olofotes os abusos que sofria do marido perfeito, pois ele era um grande nome na indústria, filho de atores renomados. Ninguém nunca acreditaria nela.
As pessoas acham que intimidade é sobre sexo. Mas intimidade é sobre verdade, quandovocê percebe que pode contar a uma pessoa sua verdade, quando você pode se mostrar a ela, quando você se coloca de frente a ela, nu, e a resposta dela é "você está salvo comigo"--isso é intimidade.
Esse é um dos casos, além dos outros seis que ficamos sabendo ao decorrer do livro. O que mais me deixou de coração quentinho ao ler foi a amizade de Evelyn e Harry. O diretor a conhece logo no começo da carreira, mas diferente de outros homens -- praticamente todos -- Harry trata Evelyn com respeito, não dá em cima dela e a enxerga como atriz. Ele está lá do início ao fim. Harry também esconde um segredo, algo que seria mal visto pelos olhos preconceituosos da sociedade da época, por isso se prende a Evelyn, quem pode contar tudo, e estar ali para tudo. Outra componente desse núcleo é Celia, uma atriz que Evelyn começa odiando (por inveja de como ela atua bem) e passa a adorar ao perceber como Celia é doce e encantadora. 

Além de todos os pontos magníficos citados acima, o livro traz representatividade LGBT, assuntos importantes, levanta pontos sobre abuso, violência doméstica e o machismo na indústria cinematográfica.

Meu coração foi quebrado em mil pedacinhos ao fim do livro. Claro, não vou dar spoilers, mas prepare os lencinhos.
Coração quebrado é uma perda. Divórcio é só um pedaço de papel.
Os Sete Maridos de Evelyn Hugo é um livro sobre, além de tudo, humanidade. Sobre pessoas. Sobre personalidades, sobre verdade. Sobre como nada interessa se você não tiver pessoas certas ao seu lado, e o amor da sua vida consigo. Nada.

Eu me apaixonei pelo livro desde o primeiro capítulo em que conhecemos Evelyn, e tenho certeza que você vai também. O livro foi lançado no Brasil antecipadamente pela TAG, mas será lançado oficialmente em breve pela editora Paralela.


Oi, gente. ♥


Oi, Rafa! Aqui vai um pequeno post sobre escrita, hábitos de escrita e o que fazer para melhorar a cada dia.


1. Tenha metas realistas



Você quer escrever. Você não tem o hábito de escrever, nunca sequer terminou de escrever um conto. Não adianta de nada colocar metas gigantescas, como escrever 2 mil palavras por dia, se você não tem o costume de fazer isso, né? É na repetição que a gente consegue, então quanto mais você fizer, de pouquinho em pouquinho, você mais cedo chegará no seu objetivo. Seja ele escrever 2 mil palavras por dia ou um romance por mês. 


2. Tente todos os dias



A mesma coisa da repetição vale pra cá. Mesmo que você escreva 100 palavras por dia, 50 que seja! você já vai estar exercitando o cérebro para escrever. Uma ótima dica para complementar essa é: escreva sempre no mesmo horário (se puder). O cérebro meio que tem um método de se acostumar e se "aprontar" para aquela atividade todos os dias no mesmo horário. Então, reserva meia hora do seu dia e abre o word/scrivener. Você vai ver que só de fazer essas coisas você já vai se sentir preparado(a).


3. Leia muito



A gente precisa de gás. Todo carro precisa de combustível. Qual o combustível do escritor? A leitura! Leia de tudo, desde clássicos à contemporâneos, no gênero que você quer escrever ou não. Leia livros de escritores sobre escrita (Stephen King, Sobre a Escrita; Elizabeth gilbert, Grande Magia, etc.). Você vai se sentir numa aula, e com os melhores. O livro do King é incrível, inclusive recomendo.


4. Comece imitando



Uma das lições que aprendi no livro Roube Como Um Artista foi "todo mundo começa imitando". Imitamos nossos heróis, e o herói do escritor é... o escritor. Meu primeiro livro é totalmente uma "imitação" da escrita da Sophie Kinsella, porque eu ainda não sabia quem eu era nesse mundo. É muito fácil se sentir perdido, sem saber a própria identidade quando estamos nesse período de descobrir a escrita. E imitar nossos favoritos é um exercício de autodescoberta. Vamos ver o que funciona e o que não funciona, vamos começar imitando, e no final estaremos fazendo do nosso próprio jeito. 

5. Escreva tudo


Sim, tudo bem, você quer escrever jovem adulto, romance adolescente, terror, thriller... escreva. Mas também escreva não-ficção, escreva drama, cenas de briga, românticas, conflitos, finais felizes, finais trágicos... mesmo que fique terrível, você rasgue o papel e jogue fora, queime pra nunca mais ver... ter feito aquilo pelo menos uma vez vai te fazer ver como você funciona naquele cenário. Eu odeio escrever cena de briga, mas já fiz, só pra testar. E foi horrível, mas existiu um dia. HAHA

Todas essas dicas foram coisas que eu queria que alguém tivesse me dito um dia, quando eu comecei a escrever. Cabeça dura como eu sou, não procurei "ajuda", nem alguém que me ensinasse nada. Aprendi sozinha, mas sei que é muito desorientador não saber pra onde ir no começo. Então espero que tenha ajudado alguém de alguma forma.  


Algumas frases motivacionais (que eu sempre colo na parede em frente ao computador hkjasgas):


"Você não começa escrevendo coisas boas. Você começa escrevendo porcaria e pensando que é bom, e então gradualmente você fica melhor nisso. É por isso que eu digo que uma das características mais valiosas é a persistência ”. - Octavia E. Butler
“Você sempre pode editar uma página ruim. Você não pode editar uma página em branco. - Jodi Picoult

“Comece a escrever, não importa o quê. A água não flui até que a torneira esteja ligada. - Louis L'Amour
“E, a propósito, tudo na vida pode ser escrito, se você tem a coragem de fazê-lo e a imaginação para improvisar. O pior inimigo da criatividade é a insegurança ”. - Sylvia Plath