Oi, gente. ♥


Oi, Rafa! Aqui vai um pequeno post sobre escrita, hábitos de escrita e o que fazer para melhorar a cada dia.


1. Tenha metas realistas



Você quer escrever. Você não tem o hábito de escrever, nunca sequer terminou de escrever um conto. Não adianta de nada colocar metas gigantescas, como escrever 2 mil palavras por dia, se você não tem o costume de fazer isso, né? É na repetição que a gente consegue, então quanto mais você fizer, de pouquinho em pouquinho, você mais cedo chegará no seu objetivo. Seja ele escrever 2 mil palavras por dia ou um romance por mês. 


2. Tente todos os dias



A mesma coisa da repetição vale pra cá. Mesmo que você escreva 100 palavras por dia, 50 que seja! você já vai estar exercitando o cérebro para escrever. Uma ótima dica para complementar essa é: escreva sempre no mesmo horário (se puder). O cérebro meio que tem um método de se acostumar e se "aprontar" para aquela atividade todos os dias no mesmo horário. Então, reserva meia hora do seu dia e abre o word/scrivener. Você vai ver que só de fazer essas coisas você já vai se sentir preparado(a).


3. Leia muito



A gente precisa de gás. Todo carro precisa de combustível. Qual o combustível do escritor? A leitura! Leia de tudo, desde clássicos à contemporâneos, no gênero que você quer escrever ou não. Leia livros de escritores sobre escrita (Stephen King, Sobre a Escrita; Elizabeth gilbert, Grande Magia, etc.). Você vai se sentir numa aula, e com os melhores. O livro do King é incrível, inclusive recomendo.


4. Comece imitando



Uma das lições que aprendi no livro Roube Como Um Artista foi "todo mundo começa imitando". Imitamos nossos heróis, e o herói do escritor é... o escritor. Meu primeiro livro é totalmente uma "imitação" da escrita da Sophie Kinsella, porque eu ainda não sabia quem eu era nesse mundo. É muito fácil se sentir perdido, sem saber a própria identidade quando estamos nesse período de descobrir a escrita. E imitar nossos favoritos é um exercício de autodescoberta. Vamos ver o que funciona e o que não funciona, vamos começar imitando, e no final estaremos fazendo do nosso próprio jeito. 

5. Escreva tudo


Sim, tudo bem, você quer escrever jovem adulto, romance adolescente, terror, thriller... escreva. Mas também escreva não-ficção, escreva drama, cenas de briga, românticas, conflitos, finais felizes, finais trágicos... mesmo que fique terrível, você rasgue o papel e jogue fora, queime pra nunca mais ver... ter feito aquilo pelo menos uma vez vai te fazer ver como você funciona naquele cenário. Eu odeio escrever cena de briga, mas já fiz, só pra testar. E foi horrível, mas existiu um dia. HAHA

Todas essas dicas foram coisas que eu queria que alguém tivesse me dito um dia, quando eu comecei a escrever. Cabeça dura como eu sou, não procurei "ajuda", nem alguém que me ensinasse nada. Aprendi sozinha, mas sei que é muito desorientador não saber pra onde ir no começo. Então espero que tenha ajudado alguém de alguma forma.  


Algumas frases motivacionais (que eu sempre colo na parede em frente ao computador hkjasgas):


"Você não começa escrevendo coisas boas. Você começa escrevendo porcaria e pensando que é bom, e então gradualmente você fica melhor nisso. É por isso que eu digo que uma das características mais valiosas é a persistência ”. - Octavia E. Butler
“Você sempre pode editar uma página ruim. Você não pode editar uma página em branco. - Jodi Picoult

“Comece a escrever, não importa o quê. A água não flui até que a torneira esteja ligada. - Louis L'Amour
“E, a propósito, tudo na vida pode ser escrito, se você tem a coragem de fazê-lo e a imaginação para improvisar. O pior inimigo da criatividade é a insegurança ”. - Sylvia Plath

Oi, gente!

Tudo bom?

Há muito tempo venho pensando em gravar vídeos para falar sobre escrita, sobre meus livros, projetos futuros, dúvidas sobre escrita, sobre os livros que ando lendo, enfim! Sobre todo esse universo das palavras que estou tão costumada, e o qual eu gosto tanto. Adoro falar sobre escrita, e, embora eu quisesse realmente FALAR, me vi sempre com um pé atrás quanto aos vídeos. É complicado, porque gravar vídeos requer uma organização gigantesca por trás das câmeras, a qual eu não queria me dar o trabalho de fazer. Desculpa, é só que não é muito pra mim. HAHAHA então, ainda com a ideia de falar sobre todo esse mundo de livros e imaginação, decidi colocar as palavras do jeito que melhor faço: no papel. Ou melhor, no blog! Haha
Sendo assim… aqui está um pouquinho da introdução do novo quadro do blog “Vida de Escrita”, e o primeiro tópico, assim, na lata!

Para quem escrevo?

Ué?
Não é simples?
Escrevo para os leitores”, essa não seria a resposta correta?
Talvez! Mas, nem sempre.
Quando comecei a escrever meu primeiro livro, Paris no Dia dos Namorados, eu escrevi para mim. Não tinha conta no wattpad quando comecei a escrever, muito menos a Amazon tinha iniciado aqui no Brasil o sistema de lançamentos de autores independentes por meio do Kindle, e eu não usava muito as comunidades de fanfics que existem por aí – até hoje, aliás – então, eu estava sem saída: escrevia para mim. Tudo naquele livro – Paris no dia dos namorados – é de mim para mim. Não tinha alguém para ler, alguém que não fosse um amigo meu, e não tinha como eu saber o que as pessoas achariam do que eu estava escrevendo. Então, coloquei nas páginas tudo o que eu sentia, o que eu queria ler, o que eu gostaria de ler. Tudo o que eu achei certo escrever.
Sem saber, de olhos fechados, eu estava fazendo a coisa certa.
Antes de agradar qualquer pessoa com sua escrita, a pessoa que deve estar satisfeita, antes de todos os outros, é você.
Isso significa que Paris no Dia dos Namorados foi o único livro que coloquei 100% de mim na escrita? O único que eu escrevi para mim, sendo os outros todos manipulados para agradar a quem lê?
Não.
Claro que não.
Mas uma coisa mudou. Isso, sim.