Oi, gente!

oi, rafa!

Como vão vocês?

Quando eu começo a ouvir uma música/banda, passo mais ou menos uma vida inteira para seguir para outras coisas; HAHAHA Mas ainda bem que eu moro com uma pessoa que vive renovando as playlists, e ouvindo coisa nova. E na maioria das vezes eu adoro as músicas, mas não vou à fundo nas bandas. Só que com Blossom foi diferente. Eu me apaixonei por todas as músicas, e descobri que a banda tinha só um álbum, então não foi difícil conhecer todo o repertório.

O negócio é que: eu nunca vi ninguém, além de Vini, ouvindo Blossoms. Se não fosse por ele, eu não conheceria a banda, confesso. Embora seja bem no ponto exato do meu gosto musical: indie, britânico, meio melancólico, meio the kooks. Essa descoberta fez com que eu ficasse de olho em outras bandas, pra não perder mais nada. Mas, por enquanto, vamos com a playlist com Blossoms pra vocês conhecerem
LKAJSLKAS Eu amo bandas onde os integrantes parecem um pouco sem vontade de estar ali, mas estão. sçhdlkjhd
A banda foi formada em 2013, com os integrantes Tom Ogden, Charlie Salt, Josh Dewhurst, Joe Donovan and Myles Kellock. A banda nasceu em Stockport, Chershire, de onde todos os membros são, e todos nasceram no mesmo hospital E moraram numa distância curta enquanto cresciam, mas só se conheceram na adolescência. 

Em janeiro de 2014, a banda lançou seu primeiro single, "You Pulled a Gun on Me", e em 14 de janeiro eles lançaram um vídeo para a música. O vídeo foi produzido com o pequeno orçamento de 60 libras. 

Primeiro videoclipe da banda, You Pulled a Gun on Me.

As gravações para o álbum de estreia começaram em setembro de 2015. No dia 4 de outubro, a Blossoms anunciou que seu próximo single seria "Charlemagne" e lançou a música no iTunes e no Spotify em 5 de outubro. "Charlemagne" teve sucesso comercial e se tornou a faixa do dia da BBC Radio 1 e apareceu na lista "Spotlight on 2016" do Spotify. O sucesso comercial se estendeu até dezembro, quando Charlemagne liderou a parada de vinil de Natal. 

Cool Like You foi o segundo álbum de estúdi da banda, lançado no Reino Unido em 27 de abril de 2018.. O álbum atingiu o número 4 no UK Albums Chart, e número 1 na tabela oficial de álbuns de vinil.

Criei no Spotify uma playlist com 12 músicas, minhas favoritas (Getaway & Honey Sweet ♥), e espero que vocês gostem



E aqui, meus clipes favoritos










Oi, gente! 

oi rafa!

Como estão?

Meio do ano, aquele momento em que as metas de leituras começam a atrasar, a gente começa a entrar em pânico... hahha! E com essa época vem a Tag 50% (que o nome original é Mid-Year Freak Out Book Tag, e eu amo esse nome aaaa), que consiste em responder umas perguntinhas sobre nossas leituras do ano até agora. Eu não li lá tantas coisas, mas decidi responder mesmo assim hahaha 

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2018.
O Sol é Para Todos, com absoluta certeza.

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2018.
Como não leio muitas séries, é difícil pensar. Acho que só li A Soma de Todos os Beijos, de Julia Quinn. O terceiro livro da série Smythe-Smith.

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.
E Se Fosse A Gente?, Becky Albertalli e Adam Silvera. Eu adorei os livros "Simon vs a Agenda Homo Sapiens" e "Os 27 Crushes de Molly", da Becky, e queria muito ler esse!

4. O livro mais aguardado do segundo semestre.
Tenho dois! Os livros das Claras, Clara Savelli e Clara Alves. O Verão da Nossa Vida & Conectadas, respectivamente.

livros citados

5. O livro que mais te decepcionou esse ano.
Azeitona, do Bubarim, com certeza. Eu estava com TANTAS expectativas, e nenhuma (zero) foi alcançada. :(

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.
Tudo Que a Gente Sempre Quis, de Emily Giffin. Eu nunca tinha lido nada da autora. Foi uma ótima surpresa!

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).
Caroline Kepnes. Quero muito ler o segundo livro depois de VOCÊ.

livros citados

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.
Acho que não rolou, não! AHAHAHA Tive um personagem favorito... que foi o Atticus Finch. Mas não chega a ser quedinha, eu acho.

9. Seu personagem favorito mais recente.
Ele mesmo, Atticus Finch. E os filhos, Scout e Jem <3 O Sol é Para Todos é um hino mesmo né? Jesus.

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.
Sou muito coração de pedra se disser... nenhum? jgdfsgkhfj


11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.
Ligações, da Rainbow Rowell! Ler Rainbow sempre me deixa feliz!


12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2018.
Matilda é um livro e filme já "antigos". O filme é de 1996, mas eu li o livro neste ano, então... segue sendo a melhor adaptação! Amei e continuo amando <3

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).
14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.
Outsider, do Stephen King! Comprei na edição em inglês, e essas capas duras com jacket são de encher os olhos. <3


livros citados

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?
Os livros do desafio 12 livros em 2019. HAHAHA estão todos no vídeo, clica aqui pra ver!

E foi isso!

Espero que tenham gostado. Quem aí respondeu a tag? Me diz: qual seu livro favorito do ano?!

beijos

Oi, gente!


Oi, rafa.
Tudo bem com vocês?!

Hoje vi trazer aqui pra vocês um post sobre os livros "Outros Jeitos de Usar a Boca" e "O Que o Sol Fez com as Flores", da Rupi Kaur. Semelhante ao meu post sobre "Sejamos Todos Feministas", essa não é uma resenha, mas sim um tipo de "minhas partes favoritas" e um pouco sobre a autora.

Rupi Kaur

Rupi é natural de Punjab, na Índia, mas aos quatro anos emigrou para o Canadá com a família. Aprendeu o inglês em sua nova casa, e desde então se tornou íntima dos livros. É formada em retórica e escrita profissional pela universidade de Waterloo. Rupi é apaixonada por poesias, escrita, ilustrações e fotografia. Atualmente mora no Canadá. 

Em seus poemas, Rupi fala sobre amor, sobre feminismo, abusos, sobre ser imigrante, sobre sonhos. Ela consegue de forma muito bonita colocar em poucas palavras sentimentos complexos, como o abandono, a sensação de não pertencer a um lugar consegue retratar relacionamentos abusivos e se sentir livres deles, através das palavras. Muitas das situações retratadas nos poemas da autora não fazem parte da minha vivência (como imigração), mas isso não nos impede de sentir empatia. Nos sentimos próximas da autora, e essa habilidade que a Rupi tem é o que a fez tão famosa. Os poemas sobre feminismo tocam toda e qualquer mulher/menina. Acho importante serem lidos para quem não tem muita base do feminismo. São simples, mas mostram nossa força e nosso poder como mulheres.

A primeira vez que ouvi falar sobre Rupi foi através do livro Outros Jeitos de Usar a Boca, que ganhou muita popularidade em 2015, no ano de lançamento. Eu vi um vídeo da Youtuber JoutJout falando sobre o livro, e a influência do YouTube sendo grande na cultura pop hoje em dia, foi aí que me interessei pelas poesias -- mesmo não sendo a maior leitora desse tipo de literatura. Assim que consegui o livro, o li em menos de 24horas. Em uma tarde, cheia de altos e baixos, o livro me acompanhou. Não lembro se chorei lendo este primeiro. Então foi lançado O Que o Sol Fez com as Flores, que eu li há algumas semanas. E nesse eu lembro de todas as emoções, a empatia, o amor, e o choro. Alguns poemas retratam o feticídio feminino, comum na Índia, e eu não consegui conter as emoções. Pensar nessa realidade é chocante, eu não consegui controlar.

Abaixo estão alguns poemas, de ambos os livros. O mínimo que eu consegui sem ter que imprimir os livros inteiros aqui HAHAHA


nós dois juntos botamos fogo em tudo



O que é mais forte
que o coração humano
que se quebra em vários pedaços
e continua batendo
O mundo
te causa
tanta dor
e aqui está você
transformando-a em outro

Não há nada mais puro que isso.
Do meu exemplar de e-book kindle, esses foram meus favoritos do livro O Que o Sol Fez Com as Flores:


Esse é meu favorito <3


Oi, gente! 

oi rafa!

Como estão?


Mais um mês de julho chega, e com ele a MLI - Maratona Literária de Inverno, organizada periodicamente pelo Victor Almeida, do Geek Freak. A maratona desse ano está um pouco diferente! Nela, podemos criar um MAPA de um sistema solar só nosso (por isso o nome Segredos do Universo). No início, parece complicado, mas é simples. Ó:

O Vitor disponibilizou no twitter - e logo, logo num vídeo - como deve ser feito. Cada o planeta corresponde a uma categoria (livros encalhados, livros do seu autor favorito, etc.), além dos sóis (gêneros literários), as luas (livro físico/ebook) e as constelações (número de páginas). O conceito de TBR temática não é novidade nas maratonas do Geek Freak. Na Maratona Literária de Verão já tivemos, por exemplo, uma roleta para escolher espontâneamente os gêneros, e por aí vai.

É a coisa mais divertida montar seu mapa de acordo com sua lista de leitura, e ainda mais divertido ver o mapa de cada pessoa. 

Vou explicar o que cada planeta significa no meu mapa, e quais livros vou ler correspondendo àquelas categorias. Aqui está meu mapinha:

planetas


Para essa categoria eu escolhi Uma Curva no Tempo, de Dani Atkins. 
Nessa categoria eu escolhi A Garota Desaparecida. Desde o seu lançamento, o livro só aparece na minha timeline com comentários excelentes!
Pra essa categoria eu tinha MUITO livro. HAHAHA Mas acabei escolhendo Do Que É Feita Uma Garota, da Caitlin Moran.
Como é possível colocar um livro em mais de uma categoria (e deixar o mapa mais preenchido e bonito hehehe), eu coloquei Uma Curva no Tempo, da Dani Atkins nessa categoria também!
Aqui eu não poderia escolher outra além da Julia Quinn! O livro dela que tenho aqui e ainda não li é Uma Dama Fora dos Padrões, então será ele!
Nessa categoria eu escolhi a Caitlin Moran, com Do Que É Feita Uma Garota, também! hehe
Como é um livro bem comentado e de um gênero que eu ainda estou começando a ler, nessa categoria eu coloquei o livro A Garota Desaparecida. Além de ser um dos maiores livros da minha lista, com 350 páginas.

sóis

constelações

luas

Posiciona-se a lua ao lado de cada planeta. Se você for ler aquele livro em físico, adiciona a lua Físia. Se for ler em e-book, adiciona a lua Dígia. Eu vou ler todos em físicos, então fiquei com essa lua em todos mesmo hahaha

Lembrando que esses planetas e luas e sóis e constelações são os usados no MEU mapa. Não existem só esses, e você pode achar os outros no Twitter do Victor. :) 

Quando acontece a maratona: do dia 13 ao dia 27 de Julho.
Posso participar? Sim, qualquer um pode participar!
Tenho que montar o mapa, obrigatoriamente? Não! O mapa é uma diversão. Você só precisa ler!
E se eu ler só um livro? Tudo bem. Vide a responta anterior hehe

E aí, vocês vão participar? Quais os planetas de vocês?

Espero que tenham gostado. Até a próxima!

Oi, gente!

oi, rafa.

Como estão?

Chegou o fim do mês, e mais um post de resumo sobre as últimas leituras. O mês de junho foi o primeiro bom mês depois da minha mini ressaca. Ihu! Foram sete leituras, e todas muito boas! Olha aí:



VOCÊ
Comecei o mês bem, lendo um dos livros que mais gostei de ler nos últimos tempos. O livro conta a história de Joe e sua paixãoobssessão por Beck. Será amor ou cilada? HAHAHA Tem resenha aqui no blog, vem ler!





O SOL É PARA TODOS

Sabe aquele livro que a gente abre a primeira página e já sabe que está lenfo uma história incrível? Aquele que antes de terminar a gente sabe que é favorito? Eu não podia ter me sentido mais apaixonada por esse livro e esses personagens. O clássico foi minha segunda leitura, e já tem post aqui!



CONTO: A PEQUENA SEREIA
Depois de ver um vídeo da Ju, do Nuvem Literária, onde ela fala sobre esse conto, fiquei curiosa. Baixei no Kindle Unlimited e fui ler. Em uma só manhã eu li, apreensiva com a história. Não é nem de longe aquela Pequena Sereia que conhecemos! Eu li a versão do Hans Christen Andersen, e recomendo demais. Foi muito interessante ver o original e perceber de onde saíram as cenas da adaptação oitentista da Disney.


CONTOS DE FADAS

Inspirada pelo conto da Pequena Sereia, quis ler todos os originais dos contos de fadas conhecidos! Eu já tinha ouvido falar das obras dos irmãos Grimm, claro, mas nunca tinha ido ler. Achei que seria bem terror, uma coisa mais assustadora e cruel, mas ao ler os originais, saber um pouco das referências e tal, percebi que não é assim tão medonho. Eu adorei conhecer as histórias que originaram estas que hoje são tão famosas, tenham sido eternizadas pela Disney ou não. O livro é bastante completo, com muita nota de rodapé e uma mini biografia de cada autor. Gosto da escrita do Hans e dos Grimm, principalmente.

MINHA VIDA (NÃO) TÃO PERFEITA
Não é novidade pra ninguém que Sophie Kinsella é uma de minhas autoras favoritas. E eu estava muito animada para seus novos livros, essa nova leva de lançamentos em formato diferente e parecendo renovados, como uma nova fase da escritora. Mas a história de Cat (ou Kate, ou Kath) não me prendeu tanto no início, tanto que eu tinha deixado o livro "em espera" por um tempo, até finalmente concluí-lo. Eu o li em duas etapas: primeiro, 150 páginas em uma sentada só; depois, mais 150 depois de dois meses, e o final no outro dia. Foi uma leitura "picotada", mas no final me diverti - que é o que espero dos livros da autora. Em breve sai resenha aqui!

O MENINO DE VESTIDO

Livros infantis e todo meu amor <3 já tem post aqui no blog sobre O Menino de Vestido, a história de Dennis, um garoto apaixonado por futebol e por... moda. Aos doze anos, Dennis queria poder usar o que bem entende e não ser julgado por isso, e com a ajuda de uma amiga vai realizar alguns desejos e tirar algumas lições disso. Leia a PocketResenhaaqui!


MATILDA
Levanta a mão quem também ama o filme de 1996, clássico da sessão da tarde? HAHAHA Eu adoro a história de Matilda, e desde que descobri o livro, queria ler. E quando consegui, gostei mais ainda! Fiquei com saudade, me senti nostálgica e doida para rever a garotinha com dons mágicos na tevê novamente. O filme fez jus ao livro, e os dois são dignos do seu tempo. O livro é curto e vale a pena conhecer, mesmo que você não tenha o apego com a Matilda como eu tenho. Em breve PocketResenha aqui!

TUDO O QUE A GENTE SEMPRE QUIS

O primeiro livro da Emily Giffin que eu li, e eu me surpreendi! A história me prendeu do começo ao fim, e eu não posso negar que quero ler muito mais livros da autora. Eu nunca tinha lido nada dela pois as capas, confesso, nunca me pareceram fazer meu estilo. Mas esse novo lançamento com a Arqueiro me deixou intrigada, e eu recebi o livro em casa do Clube Skoob, então acabei dando uma chance - e adorando. Em breve resenha aqui!


Eu gostei muito desse mês de leituras. Não tive nenhum livro ruim, nenhum me decepcionou. E foi um ótimo mês, com mais livros do que eu tinha lido em março, abril e maio juntos (provavelmente). Tô feliz com esse ritmo, e espero que continue. E vocês, o que leram nesse mês? E já leram algum desses? <3 

beijos, 
até o próximo!

Oi, gente! 

oi, rafa.
Como estão?

Desde que a Amazon anunciou o Prime Video, eu fiquei interessada em conferir lá. Assinei há mais de um ano, mas cancelei rápido porque não achei que tinha uma variedade muito grande no catálogo, e sabia que isso ia mudar logo... mesmo com Marvelous Mrs. Maisel inclusa. Eu tinha terminado de ver a primeira temporada quando cancelei, e já fiquei me perguntando o que fazer depois disso. Para os fãs de Gilmore Girls, Mrs Maisel é a série certa. Por quê? Vem ler o post e descobrir! 


SinopseSe formar na faculdade, arranjar um marido, ter duas ou três crianças e um apartamento em Manhattan elegante o bastante para oferecer os melhores jantares de Yom Kippur: Miriam "Midge" Maisel (Rachel Brosnahan) não queria muito mais que isso. Mas a vida apronta para a jovem, e ela precisa depender do que mais consegue fazer bem. E a diferença entre dona-de-casa de elite e comediante stand-up num barzinho de hipsters não é tão assustadora assim.

Ano: 2017-

Temporadas: 2 (até agora)

Criadores: Amy Sherman-Palladino.
Emissora: Prime Video


A série conta a história de Miriam "Midge" Maisel, uma mulher nos seus vinte e poucos anos, casada, mãe de dois filhos e com uma vida feliz e privilegiada em Manhattan. Mas tudo vem por água abaixo quando o marido, que Miriam acompanhava nos show de Stand-up, pede o divórcio, alegando tê-la traído. Miriam se vê perdida naquele momento, sem saber para onde ir depois de ter o sonho da vida perfeita desmoronado. Mas, depois de beber um pouquinho a mais, a garota vai até o mesmo bar onde o marido já se apresentou (terrivelmente) diversas vezes, toma o microfone das mãos de quem quer que está no palco e começa a contar a todos ali a história da sua vida, e de como seu marido agora está com outra. Com detalhes sórdidos, sexuais e expositivos demais (com direito a nudez), a garota fas absolutamente todos do recinto rir. Ela não esperava que seria tão adorada, e aquilo que fez apenas uma vez, bêbada, se torna recorrente. Miriam adora os palcos, mas aquela vida de celebridade noturna é muito diferente da sua vida antiga. Como fazer para conciliar os dois mundos?
A série se tornou minha queridinha desde o primeiro capítulo. E são muitos os motivos, mas um deles é: A série é ambientada nos anos '50. Eu amo séries/filmes/livros de época, seja qual for a época, mas confesso que dos anos 40 até os '60 eu tenho uma quedinha mais forte. E assistir a extrorvertida e "abusada" Miriam nos anos onde os vestidos e casamentos eram longos demais, foi um ponto certeiro para que eu me apaixonasse.

Outro ponto positivo: a série é da mesma criadora de Gilmore Girls. Na verdade, dos mesmos criadores, o casal. Imagina se tem como ser ruim? A mente desses dois é um canhão, atirando frases e diálogos perfeitamente sem noção para todos os lados. É maravilhoso assistir à dinâmica dos personagens quando não tem quase nada acontecendo, mas suas bocas não se calam, com discussões banais que nos divertem demais. 
A cena de abertura da série já nos diz para segurar o fôlego e equilibrar as risadas com as próximas linhas do diálogo, porque é longo! Assim como Lorelay e Rory tinham minutos e mais minutos de tela em diálogos sobre cultura pop e referências, aqui temos uma cena absolutamente incrível de abertura: Miriam Maisel, nossa queridinha protagonista, fazendo o discurso no seu próprio casamento! Ela, sozinha, já nos dá uma dimensão do que esperar da série: embora estejamos vendo uma união, a Miriam está de pé sozinha no centro de todos, fazendo os convidados rirem e sendo um pouco inapropriada (para o terror dos seus pais). Miriam é independente, ela não está se casando para se sentir completa: ela é completa.
Além de tudo o que faz Marvelous Mrs. Maisel ser uma série de primeira categoria, vencedora de diversos prêmios, incluindo Emmy de Melhor Série de Comédia (além de Melhor Atriz Coadjuvante em série de comédia, Melhor comediante feminina, e melhor Elenco em série de comédia) e queridinha do público e dos críticos, um dos pontos positivos para mim é também o protagonismo feminino. Sim, Midge é casada, logo no início, mas ela está longe de ser uma mulher fadada a esse título. Seu comportamento quanto a seu ex-marido é bastante liberal, em especial devido à época em que a série está se passando. 

Nos anos '50, divórcio (principalmente em famílias mais endinheiradas) era sinônimo de vergonha. E a Miriam até mente, no começo, sobre o paradeiro de Joe, mas muito mais a mando de sua mãe (que sim, surtaria se todos soubessem), do que a próprio gosto. Eu adorei ver uma mulher como ela nas telas, toda classuda, com suas roupas pomposas, mas a boca-suja e o humor afiado. Miriam prova que para fazer humor não é preciso ser homem, ou ser feia. Ela é linda, vaidosa, mãe de dois filhos pequenos, além de ter um trabalho diurno e seguir seu sonho de uma carreira de comediante. Sério, a Miriam me inspira em níveis além dos que eu consigo descrever aqui nesse post. Isso está virando um "motivos pelos quais amar Miriam Maisel", e eu não em arrependo.
Como já é de se esperar de uma série da Amy Sherman-Palladino, Mrs. Maisel nos apresenta personagens peculiares e memoráveis. Quem não lembra dos moradores da cidadezinha Stars Hallow? Pois se prepare para ter mais personagens favoritos com o início de MMM. E eu dou destaque a Susie. É ela quem vê potêncial em Midge e começa a, de uma forma distorcida e sem referências, agenciar a nova comediante nesse meio predominantemente masculino. Susie é afrontosa, e não se deixa diminuir por ninguém, seja de uma classe social mais privilegiada ou do sexo oposto. Nem os dois combinados. Ela mete a cara, e geralmente consegue o que quer. Quando se junta à maravilhosa Miriam Maisel, as duas provam ser uma dupla imbatível. Miriam, apesar de sua aparência delicada, é tão atrevida quanto sua mais nova melhor amiga.
Bem. Se eu não te convenci a assistir essa maravilha de série até agora, eu não sei mais qual é minha missão na terra. HAHAHA Brincadeira. Mas, ao meu gosto, Marvelous Mrs. Maisel é uma das melhores séries da atualidade, com o humor e drama no ponto, ambientação impecável, uma história que sai fora da curva, e personagens cativantes, memoráveis e reais. O que mais podemos pedir em uma série? 

As duas temporadas estão disponíveis na Amazon Prime Video, e a terceira já está sendo gravada. Além do Emmy, a série já recebeu prêmios do Sindicato dos Atores, Critics' Choice Awards, Globo de Ouro, Writers Guide of America Award, Teen Choice Award, etc.!